CPIs poderiam ser banidas das atividades legislativas

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Pra que serve?

Os defensores das prerrogativas parlamentares não abrem mão do instituto da investigação, por meio de uma comissão parlamentar de inquérito. Seria justo, se realmente essa ferramenta somasse aos inúmeros inquéritos em curso na Polícia Federal, Ministérios Público e órgãos de controle. Mas, o que se tem visto e acompanhado nas últimas décadas no Congresso Nacional é um verdadeiro desmonte do que se pretende investigar. A contaminação política, infelizmente, é o maior problema.

Mesmo destino

A prova mais recente vivenciou-se na semana passada, com o fim da CPMI do INSS, cujo relatório final não foi aprovado, e a investigação que se prometia mais radical, feroz e isenta dos últimos anos terminou corroborando com a desconfiança popular: de que CPIs acabam tudo em pizza. Não seria exagero fazer essa afirmação.

Lesados

Enquanto isso, milhares de aposentados e pensionistas, pessoas vulneráveis da população brasileira, saíram atônitos e sem respostas das inúmeras promessas de investigação e descoberta, de nome e sobrenome, dos envolvidos na quadrilha que vem desmontando o INSS anos a fio. O cenário vai permanecer até o próximo super-escândalo vir à tona envolvendo a instituição.

Banho-maria

A Federação União Progressista já é oficialmente uma entidade partidária reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O super-partido nasceu com o discurso de fazer diferente, ditar regras políticas e dar as cartas nessas eleições, principalmente a sucessão presidencial. Mas, embora a federação seja a maior entre o número de políticos filiados, ela sofre de falta de representatividade, sem ter um nome forte para apostar na disputa com o presidente Lula ao Palácio do Planalto.

Tarde, não?

Em entrevista à Coluna, o presidente nacional do União Brasil e da federação, Antonio de Rueda, afirmou que o grupo político somente vai começar a debater a sucessão presidencial em maio, à medida que as convenções partidárias se aproximarem. “Vamos explorar essa discussão a partir de maio, quando teremos as definições. Agora, nosso foco são montar as chapas e palanques estaduais”, revelou.

Ansioso

Ex-União Brasil, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, encontrou no PSD o apoio que necessitava para se lançar na disputa presidencial. Seu nome deve ser confirmado pelo partido nos próximos dias, após pesquisas internas em que apontou o nome de Caiado como mais forte para a disputa. Em vista desse aceno, o governador renuncia ao mandato nesta terça-feira (31).

Alijado

Enquanto isso, Eduardo Leite, o governador do Rio Grande do Sul, que era a principal aposta do PSD para a disputa, ficou de escanteio para a disputa presidencial. Em seu segundo mandato no estado, Leite já disse, por meio de interlocutores, que não vai renunciar para disputar o Senado ou vice de Caiado. A única pretensão dele era sair candidato a presidente da República.

Tchau!

Quem também vai renunciar ao mandato de governador é o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O ato acontece hoje (30), em Brasília, onde ele passa a faixa para sua vice, Celina Leão (PP). Ibaneis chega numa disputa em que seu nome está manchado com o escândalo da não-venda do banco Master para o BRB. A oposição está com sangue nos olhos.

Autoestima

O ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), que renunciou o cargo na última sexta-feira (27), está confiante de que vai ser eleito sem nenhum percalço para uma das duas vagas no Senado nas eleições deste ano. Ele, que governou o estado durante todo esse segundo mandato sob força de liminar, está com recurso pendente de julgamento no TSE sobre a perda do mandato e, consequentemente, inelegibilidade.

Confiança

Ao ser questionado pela Coluna sobre sua situação, ele afirmou que nada o impede que saia candidato ao caro, principalmente porque o recurso ainda não foi julgado. “Vamos superar todos os desafios. Deus está do nosso lado e vai continuar nos ajudando para que Roraima continue no trilho do desenvolvimento”. O julgamento de Denarium está paralizado do TSE há 2 anos, mas há quem aposte de que, desse primeiro semestre, não passa. Vide Claudio Castro!

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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