Nada está certo
O prazo da desincompatibilização acabou, gestores aspirantes a cargos públicos já definiram em quais posições querem ou devem concorrer, mas em política, a matemática não é exata. Onze governadores renunciaram a seus mandatos sonhando em se tornar senadores da República e, no caso de dois, presidente do país. Mas, entre querer e poder, o caminho é longo e passa pelo convencimento interno dentro das legendas e do impacto de pesquidas eleitorais.
Berlinda
Entre os ex-governadores, Claudio Castro (PL-RJ), está inelegível após condenação no TSE e, praticamente fora do game. Outro que corre risco de ir pelo mesmo caminho é o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (PP). Processo parado no TSE que reforça a perda do mandato e inelegibilidade do político já foi liberado e pode entrar na pauta a qualquer momento, a depender da decisão da presidente, a ministra Cármem Lúcia.
Terão que convencer
Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) deixaram os respectivos mandatos de olho na cadeira do presidente Lula. Embora há algum tempo venha se promovendo como pré-candidato ao Planalto, Zema ainda não confirmado pelo partido. Caiado foi a escolha do PSD para disputar o cargo, mas informações de bastidores apontam que ele terá que correr muito ainda para ser confirmado o candidato do partido nas convenções.
Obstáculos
Os outros 7 ex-governadores que renunciaram com o desejo de se tornar senadores terão um caminho árduo. Alguns nem aparecem como favoritos nas dezenas de pesquisas eleitorais feitas nos estados, como Wilson Lima, do União do Amazonas. Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, por exemplo, ainda enfrenta investigações e o nome envolvido no maior escândalo bancário dos últimos tempos no país: o caso Master e a negociata envolvendo o BRB (Banco de Brasília).
Meta de vida
A eleição para o Senado no pleito de 2026 promete ser tão ou mais disputada do que para a presidência da República. A sorte é que nessa edição, serão duas vagas em jogo e mais chances para os que estão lá se reelegeram e para os que aspiram o cargo de 8 anos, conquistar a cobiçada cadeira e, assim, se manter no páreo e ter uma sobrevida política.
Apoio legal
O deputado federal Saullo Vianna (MDB-AM) conseguiu aprovar a tramitação em regime de urgência da sua proposta de lei nº 4.820/2023, que prevê a concessão de pensão especial a pessoas diagnosticadas com epidermólise bolhosa, doença rara, genética e altamente incapacitante. Com a urgência, o projeto passa a ser prioridade na casa legislativa e poderá ser votado diretamente no plenário.
Estava na hora
O plenário do Senado vai decidir se acaba ou não com a aposentadoria compulsória como forma de punição para magistrados e membros do Ministério Público, em casos em que são investigados e condenados internamente. A PEC já teve seu texto aprovado ontem (8) na CCJ da casa. Vamos combinar de que punição como essa, em que o “aposentado” antes do tempo previsto continua com seus benefícios e prerrogativas, nem é uma punição, né! Tá mais para prêmio.
Caminho jurídico
Deve sair nesta quinta-feira (9) decisão do STF sobre o futuro político do Rio de Janeiro, se vai ter eleição direta com voto popular para eleger o governador-tampão ou se será indireta, com os votos apenas dos deputados estaduais. A polêmica está solta. Caso semelhante está acontecendo no Amazonas, em que também deverá ter eleição para um mandato-tampão. Mas, por lá parece que já há um entendimento jurídico: a eleição será indireta. Especialistas se manifestem.

