Urna eletrônica, a vanguarda do sistema eleitoral completa 30 anos

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Made in Brazil

Há 30 anos, nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica de votos iniciava um novo capítulo no sistema eleitoral brasileiro, consolidando uma tecnologia inédita no mundo e colocando o Brasil na dianteira global e, inclusive, inspirando outros países. Em três décadas, o equipamento já teve 14 modelos, atualizados com sistemas desenvolvidos pela equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, a cada eleição, reforça a transparência do modelo adotado.

Homenagem

Para comemorar esses 30 anos, que se completam este mês de maio, o TSE lançou, em solenidade ontem (4), em Brasília a mascote Pilili, nome em alusão ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto. Além de celebrar um marco importante, a mascote tem como missão aproximar ainda mais o eleitor jovem do dever cívico e a importância do voto.

Segurança

Em três décadas, o mundo mudou bastante e as novas tecnologias foram a virada de chave na vida das pessoas. Nesse intervalo, a urna eletrônica made in Brazil tem se consolidado com papel inovador na transparência eleitoral, deixando para trás um passado de fraudes e “erros” comumentes atribuídos à cédula de papel.

Desconfiança

Mas nem tudo são flores. Não faz tanto tempo assim, menos de dez anos, que o modelo eletrônico foi posto à prova, à desconfiança e à insegurança jurídica. Novas tecnologias têm, sim, que serem auditadas, averiguadas, reformuladas e, constantemente passadas por revisão. Não à toa a Justiça Eleitoral, a cada período, moderniza os sistemas da urna eletrônica para deixá-la incorruptível.

À prova

Um dos criadores da urna eletrônica, o matemático Giuseppe Dutra Janino faz questão de afirmar que, em 30 anos do advento desse sistema eleitoral não existe um caso de fraude comprovada em urna eletrônica, apesar, segundo ele, de várias suspeitas já lançadas ao modelo e investigadas e avaliadas por instituições independentes e competentes. Para ele, essas iniciativas têm um único intuito: desestabilizar o processo democrático eleitoral brasileiro.

Defesa

Presidente do TSE, a ministra Cármem Lúcia ressaltou a confiabilidade e a segurança do equipamento e enalteceu uma tecnologia pensada, adaptada e colocada em prática no Brasil. “O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa.”

Prazo final

E ainda falando de Justiça Eleitoral, o prazo para que eleitores se regularizem para o pleito deste ano e aquisição de novos eleitores termina amanhã (6), nos tribunais regionais de todo o país. Não terá dilatação do período. Atualmente, o país possui uma base de mais de 154 mil votantes, número quepode oscilar para mais ou menos ao término desse cronograma, quando e o TSE divulgar o número fechado de eleitores aptos a votar nas eleições 2026.

Corrupção

O Rio de Janeiro sempre traz capítulos peculiares ao ecossistema político do país e um novo personagem ganha holofote nacional: o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal, na quarta fase da Operação Unha e Carne, acusado de participar de um esquema de corrupção na secretária de Educação Fluminense.

Sem surpresa

Como era esperado, o governador interino do Amazonas, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União-AM), foi aclamado por todos os 24 deputados estaduais o novo governador-tampão do estado até 31 de dezembro de 2025, em eleição indireta realizada ontem. A vitória foi comemorada pelo presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, em suas redes sociais.

Responsabilidade

Imediatamente à eleição, houve a posse do novo governador, que movimentou todo o cenário politico do Amazonas. Presidentes de diversos órgãos, parlamentares federais e autoridades locais estiveram presentes ao ato. Representando a Câmara dos Deputados, o decano da casa, deputado federal Átila Lins (PSD-AM) desejou uma boa gestão e êxito a Cidade no comando do estado pelos próximos meses.

Vem aí

A ciência brasileira tem uma nova conquista: a produção nacional da vacina contra a Chikungunya, doença que é transmitida pela picada do mosquito aedes aegypti, o mesmo da dengue. Autorizado pela Anvisa, o Instituto Butantã vai ser o QG oficial da produção da vacina no país, que deve iniciar ainda em 2026. A meta é colocar o imunizante no calendário de vacinação do Brasil nos próximos anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que nestes cinco meses do ano já morreram 21 pessoas infectadas pelo vírus.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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