quinta-feira, agosto 28, 2025

CPI mista promete ser ‘dura e implacável’, não importa o governo

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Independente

Embora seja um político de direita “com muito orgulho”, o relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que seu relatório não terá viés político, não haverá protegidos e nem perseguidos. Mas, promete ser “duro e implacável” com quem cometeu as fraudes no INSS, independente do governo da ocasião.

Mão de ferro

A fala de Gaspar foi ontem (26), durante a leitura e votação de seu cronograma de trabalho. Ele promete rigor nas investigações e anunciou a convocação de dez ex-dirigentes do INSS, desde o segundo mandato do governo Dilma Rousseff, passando por Michel Temer, Jair Bolsonaro e agora, no Lula3. Além disso, os ex-ministros da Previdência destas gestões, além do atual, Wolney Queiroz, também serão chamados à CPMI.

Fraude pretérita

Para Gaspar e o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a comissão, o roubo nos benefícios de aposentados e pensionistas não iniciou no governo Bolsonaro, como os governistas querem vender. Eles prometem uma varredura no sistema para identificar os responsáveis e o “cabeça” da organização.

Cronograma

As investigações do colegiado terão prazo de 180 dias (seis meses), com término previsto em 28 de março do próximo ano, segundo o relator. Ele dividiu o plano de trabalho em seis eixos: mapeamento das fraudes; identificação e responsabilização dos indivíduos; impacto nas vítimas e no erário; caminho do dinheiro; análise de falhas institucionais e mecanismos de controle; e medidas preventivas e aperfeiçoamento.

Vigilância

A uma semana do início do julgamento do ex-presidente Bolsonaro e de mais sete réus, todos da cúpula do seu então governo, acusados de uma tentativa de golpe de estado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou mais rigor no monitoramento físico das dependências onde o ex-presidente reside. Agentes da PF passarão a vigiar 24 horas o local para evitar qualquer tentativa de fuga. A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Expedição

O ministro da Indústria e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, já está no México onde vai ter uma série de encontros e reuniões com o governo e empresários locais para desbravar novos mercados exportadores dos produtos brasileiros como alternativa ao mercado americano.

Tranquilo

Enquanto milhares de produtos de vários setores da economia do país estão sofrendo com as restrições tarifárias impostas pelos Estados Unidos, os bens eletroeletrônicos e portáteis fabricados no Brasil estão em águas tranquilas, uma vez que as exportações para os norte-americanos é quase nula.

Temor

Algum temor se dará, caso o Brasil aplique a Lei da Reciprocidade, segundo adiantou à Coluna o presidente da Eletros, Jorge Júnior. Ele afirmou que insumos, como os semicondutores e alguns tipos de resina para a indústria de base nacional, são os itens que mais importam dos Estados Unidos. Hoje, o maior mercado dos produtos eletroeletrônicos do Brasil são os países que compõem o Mercosul e da América Central.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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