sexta-feira, agosto 29, 2025

Julgamento de Bolsonaro desponta no horizonte

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Data

O ministro Alexandre de Moraes formalizou ontem ao presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, que seja marcada a data do julgamento da ação penal dos acusados do Núcleo 1 no processo que investiga a tentativa de golpe de estado no país. Os réus deste núcleo são o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados que compunham o primeiro escalão de seu governo.

Próximo

À princípio, os cálculos davam conta que o julgamento de Bolsonaro e os demais acusados não passaria de setembro, mas nos bastidores de Brasília a aposta é que possa acontecer até o final deste mês, ou seja, dentro de duas semanas. Mas a decisão final é de Zanin. A sorte está lançada.

Pedido

O documento de Moraes – relator da ação penal – à Primeira Turma em que solicita que seja marcada a data do julgamento, acontece um dia após o término do prazo para que as defesas dois oito réus do Núcleo 1 apresentassem as suas alegações finais. Todos pediram a absolvição na Justiça.

Chantagem, não

Em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que não vai ceder à “chantagem de pautar o projeto da anistia”. Ele frisou que não vai negociar as prerrogativas de presidente, mas também deixou claro que, se houver maioria no Colégio de Líderes, a pauta poderá ir ao plenário.

Sem apoio

Motta afirmou que uma anistia ampla, geral e anistia não encontra consenso na casa, principalmente porque os ataques e o vandalismo à sede dos Três Poderes no dia 8 de janeiro foram muito graves e não é “razoável conceder anistia a quem planejou matar pessoas”. “O que aconteceu em 8 de janeiro foi muito grave e muito triste para a nossa democracia.”

Alvo

O Planalto deve enviar na próxima semana ao Congresso Nacional a mensagem governamental com a proposta de lei para regular as redes. As big techs estão no radar, principalmente no que diz respeito à responsabilização de remoção de posts que contenham clara apologia à exploração sexual infantojuvenil e à adultização infantil.

Consagração

O escritor amazonense e autor de um dos livros clássicos da literatura “Relato de um certo oriente”, Milton Hatoum, foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e vai ocupar a cadeira 6, que era ocupada pelo jornalista Cícero Sandroni, morto em junho. Ele recebeu 33 dos 34 votos. A escolha é um grande presente à literatura regional e nacional. Hatoum merece. A Coluna parabeniza o escritor.

O que será?

E o 7 de setembro hein….. o que poderá acontecer neste dia?

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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