Sonho adiado
A torcida pelo hexa campeonato da Seleção Brasileira vai ficar paralisada para a próxima Copa do Mundo, em 2030, serão mais 4 anos de espera e de muitas expectativas. A Copa para o Brasil acabou, mas inicia, em duas semanas, uma nova etapa na política nacional: as convenções partidárias que vão ratificar as candidaturas em todas as esferas: nacional e estaduais.
Preparativos
Embora, as principais candidaturas a presidente da República sejam somente consolidadas próximo do final do prazo, até 5 de agosto, já sabemos a composição de algumas chapas, como a Lula-Alckmin; Ronaldo Caiado-Gilberto Kassab; e Renan Santos-Aroldo Medina. Flávio Bolsonaro está certo de que vai disputar o pleito e costura, nos bastidores, o nome que vai compor a vice-presidência em sua chapa eleitoral.
Motivo
E por falar em Fávio, ele não perdeu a oportunidade de associar a derrota da Seleção Brasileira na Copa ao PT. Nos Estados Unidos, onde está desde ontem (5) para participar de uma audiência pública em Washington sobre a tarifa de 25% aos produtos brasileiros, o presidenciável afirmou que desde que o PT chegou ao poder, que a seleção canarinho não leva um título mundial.
Contra-ataque
O mesmo fizeram simpatizantes e adeptos da esquerda: nas redes sociais, associaram a derrota do Brasil ao bolsonarismo, afirmando que desde que a direita bolsonarista se apropriou da camisa da seleção, a amarela, que trouxe má sorte para a equipe de futebol.
Palco de tensões
O fato é que neste segundo semestre, a camisa amarela da Seleção Brasileira poderá ser uma peça desagregadora nas famílias devido ao processo eleitoral e à indução de bolsonaristas sobre o poderio em torno do vestuário. Os próximos meses prometem tensão e muita batalha político-ideológica. Quem viver, verá!
Prova de fogo
Inicia nesta segunda-feira (6), em Washington (EUA), a audiência pública do governo norteamericano com representantes do setor produtivo para discutir as novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, impostas após investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), que aponta críticas ao Pix e ao desmatamento, corrupção e pirataria. A decisão final sobre a tarifa sai dia 15.
Proposital?
Após a crise político-familiar envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o enteado, Flávio Bolsonaro, outra manifestação piorou a tensão no clã e entre os aliados: o elogio de Michelle à política social do presidente Lula em relação à Política Nacional de Educação Bilingue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação na semana passada e, que, beneficia a comunidade surda, uma das bandeiras da ex-primeira-dama.
Defesa
O elogio de Michelle não passou despercebido da claque bolsonarista e acabou sendo o estopim de uma nova crise interna e externa. Alvo de críticas dos aliados de Flávio e companhia, a ex-primeira-dama não se intimidou e respondeu na mesma pegada: a medida adotada pelo governo Lula, segundo ela, está “acima de qualquer ideologia ou partido” e que é uma pauta do seu coração.
Coro
Quem também afagou as políticas sociais adotadas pelo governo Lula foi o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI). Em encontro com prefeitos de seu estado, ele disse “admirar” o presidente Lula pelo combate à fome e o enfrentamento à questão. Ciro foi um dos principais nomes do governo Bolsonaro e, até antes do escândalo Master, era visto como potencial vice de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Crítica
Mas o elogio de Ciro para em Lula. Um dos principais adversários do petismo no Piauí, o senador usou suas redes sociais para criticar uma lei estadual sancionada pelo governador do PT, Rafael Fonteles, que cria cota de empregos para presos e ex-presidiários, num momento em que o desemprego no estado é recorde e as famílias necessitam de amparo. “Uma inversão de prioridades e desconexão com as reais necessidades do nosso povo.”

