O Brasil à mercê (e nas mãos) dos Estados Unidos

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Dia D

Em uma semana, no próximo dia 15, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) deve anunciar a decisão final sobre a aplicabilidade das tarifas que podem chegar a 37,5% aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A espera é cercada de apreensão pelo governo brasileiro e, sobretudo, pelos empresários dos setores que poderão ser o mais afetados.

Esperançosos

Nos dois dias de audiência em Washington, nos Estados Unidos, que reuniu representantes de ambos os governos e também do setor produtivo de ambos os países para discutir a viabilidade, aplicabilidade e remoção das tarifas, o sentimento é de esperança. Empresários brasilerios e até americanos dos segmentos envolvidos defendem, senão o fim, mas a diminuição das taxas.

Incerteza

Mas, a cabeça do presidente norte-americano, Donald Trump, é terra incerta. Não se sabe quais serão os ânimos que o farão recuar de aplicar as tarifas. O fato é que a tensão político-diplomático-econômico internacional, que envolve Brasil e Estados, Unidos está tão grave que já envolveu até o futebol e a Copa do Mundo.

Será se vai ajudar?

Presente à audiência com o irmão, o cidadão quase americano Eduardo Bolsonaro, o presidenciável Flávio Bolsonaro teve vez de fala de exatos 5 minutos, em que ele usou para defender o pix e pedir a suspensão total das tarifas comerciais que os americanos querem impor à economia brasileira. Se vai conseguir reverter, é uma incógnita.

Defesa

Representantes de empresas e setores brasileiros afetados apresentaram argumentos para convencer o governo norte-americano a rever a decisão. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), um dos setores afetados, que foi representada na audiência pelo escritório BMJ Consultores Associados, saiu esperançosa da reunião. A entidade explicou que o produto é um insumo fundamental para diversos setores da economia dos EUA.

Sangue nos olhos

Desde o ano passado, o Brasil tem sido alvo direto do presidente americano, Donald Trump, que tenta interferir nas decisões políticas, jurídicas e econômicas do país sobre o pretexto de que há ameaças para a economia norte-americana. Mas, a questão apresenta viés ideológico, que tem repercutido negativamente nas relações diplomáticas entre os dois países.

Interferência

O governo brasileiro acusa a família Bolsonaro de “ajudar” Trump em medidas que ameaçam a soberania nacional. Na audiência dessa semana, nos Estados Unidos, representantes do Brasil participaram, mas não tiveram vez de fala. A argumentação é que o debate está sendo feieto por meio de negociação diplomática.

Benefício

Projeto de lei apresentado pelo deputado federal Átila Lins (PSD-AM) na Câmara dos Deputados quer implantar o auxílio-fardamento para policiais militares, bombeiros militares e guardas municipais. Na justificativa, o decano da casa argumenta que a proposta, se aprovada e sancionada, vai corrigir e encerrar controvérsias administrativas e jurídicas que tem cercado o tema e, além de consolidar em lei os critérios para a concessão do auxílio.

Utilidade pública

Projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), quer tornar obrigatório nos cardápios de bares, de restaurantes, de lanchonetes, de padarias e de estabelecimentos similares em todo o estado de São Paulo, a informação sobre a presença de ingredientes que podem desencadear reações alérgicas ou intolerância alimentar.

Proteção

O objetivo da matéria é atender a um público que tem restrições alimentares ou risco de alergias a ingredientes que possam afetar a saúde. A informação será tanto em menus físicos quanto digitais, de forma a deixar clara se tem receitas com lactose, glúten (trigo, centeio, cevada e malte), frutos do mar, leite, ovos, soja, castanhas, peixes, amendoim, entre outros ingredientes.

Birra?!

E a PEC 6×1 que reduz a jornada de trabalho no país, gente? Já está fazendo aniversário no Senado e, nem sinal de avanço. Pelo visto, o presidente da casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), quer vencer a pressão externa pelo cansaço.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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