Deus salve o ‘ungido’!

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No furacão…

O Planato e aliados bem que tentaram criar um cenário favorável para o dia da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, cinco meses depois de sua indicação, a crise política e institucional só se agravou e, o grande dia chegou: esta quarta-feira (29).

… e no deserto

Messias chegou cedo ao Senado, onde será sabatinado durante toda a manhã de hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Ao contrário dos dois indicados anteriores (Cristiano Zanin e Flávio Dino), o cenário é bem sombrio para Messias, que chega à sabatina e votação no plenário sem um favoritismo para chamar de seu e num momento em que o governo Lula atravessa uma das piores crises de seu governo.

Prova de fogo

A base aliada está contando votos. O Planalto colocou o time na rua para garantir a aprovação de Messias, tanto na CCJ quanto no plenário, onde o placar mínimo tem que ser de 41 votos. A oposição, no entanto, trabalha para impor uma derrota histórica ao presidente Lula e, ao governo em geral, haja vista que uma desaprovação de indicado ao STF é algo que raramente aconteceu na política brasileira.

Armas

Liderados pelo presidenciável, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a oposição articula votos contrários para derrubar Messias. Por sua vez, o aspirante a ministro do STF se apega em sua fé cristã, no apoio do Planalto e grande parte do Supremo, além de uma posição mais moderada e centrada para vencer a prova de fogo que vai passar, hoje, de forma dupla. Se tudo correr como o esperado, a votação no plenário deve acontecer ainda esta quarta.

Avanço

A Comissão Especial que vai analisar as PECs que tratam do fim da escala 6×1 será istalada, hoje (29), na Câmara dos Deputados com a formalização do presidente e relator do colegiado, os deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Léo Prates (Republicanos-BA), respectivamente. O colegiado terá 37 membros titulares e de igual número de suplentes, mais um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as  bancadas não contempladas.

Fantasma

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) tiveram os nomes envolvidos em mais um capítulo dos “escândalo nosso de cada dia”. Dessa vez, veio à tona a informação de que os parlamentares estavam a bordo de uma aeronave que foi usada para contrabando, em abril do ano passado, oriundo de um paraíso fiscal do Caribe com destino a São Paulo. O avião é de um empresário que foi citado na CPI das Bets, ocorrida em 2025 no Senado.

Dança das cadeiras

Mais um estado deve ter eleição-tampão nessa reta final do mandato executivo. Trata-se de Roraima, haja vista que a corte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a perda do mandato do governador, Edmilson Damião (União-RR) e a inelegibilidade do ex-governador, Antonio Denarium (PP-RR), que renunciou ao mandato no final de março para disputar o Senado. Os dois passaram o mandato de 4 anos governando sub judice, pois já haviam sido cassados pela Justiça Eleitoral local.

Silêncio

Até o momento, nem Damião – que está há um mês no cargo – nem Denarium se manifestaram. Na mesma situação de inelegibilidade está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que renunciou ao mandato também com o projeto de se eleger senador pelo estado fluminense.

Segunda fase

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados deve retornar ao Amazonas em nova fiscalização na rede estadual de saúde, mas com data sigilosa. A iniciativa é do deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM), que quer verificar, junto com a comissão, denúncias de falta de medicamentos, ausência de insumos, falhas de gestão nas unidades de saúde e sobrecarga de atendimento.

Diligências

Essa será a segunda vez que a comissão vai fiscalizar a rede de saúde do Amazonas, num intervalo de seis meses. A inspeção acontece num nomento em que vem à tona denúncias de corrupção e investigações da Polícia Federal envolvendo uma organização de saúde, a Agir, que presta serviço no Amazonas, na gestão de hospitais públicos de grande relevância no estado.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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