Embate
No final desta semana, o Congresso Nacional entra em recesso parlamentar e, com as férias de julho, entram em modo avião pautas de relevância e de grande interesse do governo e da sociedade: PEC 6×1, PEC da Segurança Pública, projeto sobre as terras raras e sobre o MEI. A grande dúvida é: avançarão no segundo semestre?
Banho-maria
A depender do processo eleitoral, que entra em sua fase prática a partir da próxima semana, estas pautas vão ficar do jeito que estão: paralisadas aguardando a boa vontade política dos nobres congressistas. Ao que parece, a queda de braço entre o Congresso – leia-se Senado – e o Planalto não arrefeceu e deve ganhar novos capítulos durante o recesso e, no pós-recesso.
Adiamento
O Congresso Nacional somente retorna as atividades legislativas no dia 3 de agosto, justamente quando faltar menos de duas semanas para o início oficial da campanha eleitoral 2026. O que, na prática, sugere um esvaziamento e até uma espécie de recesso branco legislativo para que os parlamentares fiquem mais focados em suas respectivas campanhas, sejam para reeleição na Câmara e Senado, sejam aqueles que disputam cargos executivos nos estados e à presidência da República.
Reviravolta
Uma semana após o STF decidir pela manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a medida está ameaçada depois que o presidenciável e senador Flávio Bolsonaro divulgou nas redes sociais uma carta aberta do pai em favor de sua pré-candidatura e da união política do grupo aliado. Com a iniciativa de Flávio, o documento foi amplamente divulgado por bolsonaristas e aliados, gerando uma disseminação em massa do conteúdo.
Domicliar ameaçada
O espisódio não passou despercebido pelos adversários. O Partido dos Trabalhadores acionou o STF pedindo a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. O documento é assinado pelos dirigentes e pelo vice-líder do partido na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ). Ele argumenta que a carta foi “produzida, retirada da residência e levada a público no intervalo de poucas horas, com a finalidade única e evidente de divulgação nas redes sociais.”
Missiva
Na carta, Jair Bolsonaro reforça que o filho 01 é seu “porta-voz, endossa sua pré-candidatura à presidência da República e afirma que Flávio é a “melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”. Ele acrescentou, ainda, que confia em seu nome para “resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”. E termina o documento com a frase que ele mesmo popularizou quando estava na presidência: “Deus, Pátria, Família e Liberdade “Jair Bolsonaro.”
Negativo
E por falar em Flávio Bolsonaro, o comando da pré-campanha, sob a coordenação do senador Rogério Marinho (PL-RN), emitiu um comunicado desmentindo que haja um acordo nos bastidores em torno do apoio do Republicanos ao presidenciável. Informações que circularam no fim de semana apontam que esse apoio estaria condicionado a uma eventual indicação do presidente da sigla, Marcos Pereira, à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). “Essa hipótese é absolutamente falsa e jamais foi objeto de qualquer conversa ou negociação”, diz trecho da nota.
Queda
O escândalo e as investigações sobre as negociatas do banco Master e, por tabela o BRB, derrubaram mais um pré-candidato que aspirava uma vaga no Senado Federal e, que está envolvido diretamente no fato. Trata-se do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que renunciou ao mandato em 31 de março para disputar uma das duas cadeiras do DF naquele Parlamento. Não vai mais. A força das denúncias, das investigações e dos fatos que o enlaçam ao escândalo foram mais fortes.
De olho na vaga
Com a desistência, o nome da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), ganha força nos bastidores para a disputa e também de outros aspirantes, como o ex-senador Reguffe (Solidariedade-DF) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). O Partido Liberal planeja realizar sua convenção nacional no próximo dia 25 para a escolha de todas as candidaturas. Será se Michelle vai entrar no páreo?
Efeito dominó
É o segundo pré-candidato ao Senado que cai e desiste de disputar a vaga, após denúncias do caso Master. O primeiro foi o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL-RJ), que após ser alvo de várias fases da Operação Compliance Zero, anunciou sua desistência à disputa em maio.

