Em Roraima, candidato do PL vence, mas não leva

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Só na vontade

O ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL-RR), venceu a eleição suplementar no estado com 60,87% dos votos válidos, mas o resultado foi declarado nulo pela Justiça Eleitoral pelo fato de sua candidatura estar sub judice. Ele fez campanha eleitoral e disputou o pleito nessas condições. A eleição suplementar no estado aconteceu ontem (21), para definir o governador-tampão que vai finalizar esse mandato, até janeiro de 2027.

Inabilitado

Arthur Henrique foi apoiado pelo ex-governador Antonio Denarium (PP-RR), que se desincompatibilizou do cargo para disputar o Senado, embora esteja inelegível pela Justiça Eleitoral. O candidato vencedor também recebeu apoio de seu maior aliado nacional, o senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Sem força política

A eleição atípica em Roraima movimentou bastante o tabuleiro pré-eleitoral e obrigou o surgimento de novas alianças e estratégias políticas. Considerado um dos favoritos para levar a eleição suplementar, o governador interino, Soldado Sampaio, do Republicanos, que contava com o apoio de medalhões da política local, ficou em segundo lugar, com 35,72%, seguido da adversária Nelita Frank, do PT, que obteve 3,40% dos votos.

Barrado até segunda ordem

Com os votos declarados nulos, Arthur Henrique não poderá assumir o governo até que sua situação esteja transitada e julgada junto aoa Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato eleito não teria cumprido as regras de desincompatibilização do cargo, que seriam de seis meses antes da eleição, segundo entendimento do ministro do STF, Flávio Dino, que derrubou as regras impostas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima para essa eleição suplementar, em específico.

Cenário crítico

Diante dessa situação, Soldado Sampaio, segue como governador interino até que a Justiça Eleitoral decida o mérito da questão: se valida a candidatura de Arthur Henrique, o proclama eleito e o diplome, ou se realmente ele não estaria apto para a disputa eleitoral. O fator negativo nesse cenário, é que uma outra eleição inicia logo mais, em pouco menos de dois meses.

Recuo político

A disputa pelo governo de São Paulo teve duas baixas nesse final de semana. Pré-candidatos que sonhavam em chegar ao Palácio dos Bandeirantes, o deputado federal Kim Kataguiri, do Missão, e o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, do PSDB, anunciaram as respectivas desistências. Vão focar numa vaga na Câmara dos Deputados. No caso de Kim, ele vai disputar a reeleição do mandato.

Vaga na Câmara

Em nota enviada à imprensa, Paulo Serra reflete sobre o desejo de disputar o governo, o apoio que recebeu do partido e de aliados, mas após uma criteriosa avaliação sobre o atual momento político, decidiu abrir mão de disputar o governo para disputar como deputado federal.

Mudança de rota

Um dos prefeitos mais bem avaliados de São Paulo, o pré-candidato acredita que pode contribur mais para o seu estado e, em específico o grande ABCD Paulista, como representante na Câmara dos Deputados, “colocando nossa experiência de gestão pública a serviço de todo o País.”

Polarização paulista

Com essas duas baixas, a disputa pelo governo de São Paulo vai se afunilando e, se assemelhando à disputa presidencial, cada vez mais polarizada entre as pré-candidaturas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vai tentar um segundo mandato, e o ex-ministro da Fazenda, Paulo Haddad, do PT, que tenta se viabilizar eleitoralmente e, por tabela, criar um cenário favorável ao presidente Lula no maior colégio eleitoral do país.

Movimentação

O processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador do Amazonas, Wilson Lima (União-AM), no caso da aquisição de respiradores no período da pandemia da Covid-19, ganha novos contornos e ressurge a ameaça de condenação e, consequentemente, uma inelegibilidade ao político. Tramitando há mais de 5 anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo foi remetido a um novo relator, no caso, a ministra Nancy Andrighi, que já abriu vistas ao MPF.

Ameaça

Era tudo que Wilson Lima não precisava nesse momento, às vésperas de oficializar sua pré-candidatura ao Senado pelo Amazonas, cargo o qual o obrigou a renunciar o governo no final de março deste ano. Fora do poder, Wilson tem visto a sua força política testada, tanto nas ruas quanto nas pesquisas de intenção de voto. E não está com essa pompa toda não.

Expectativa versus realidade

A semana inicia em Brasília com muita expectativa sobre o futuro do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), se será mantido na função pelo presidente Lula após ter seu nome envolvido diretamente em mais um capítulo do escândalo Master no país. Além disso, espera-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em tramitação a PEC 6×1 na casa legislativa.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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