Projeto de lei cria cordão para a identificação de pessoas com Alzheimer

Iniciativa é do deputado estadual de São Paulo, Rafa Zimbaldi (União-SP), que justfica o aumento de enfermidades neurodegenerativas no país

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SÃO PAULO – Diante do crescimento acelerado de demência no Brasil e no mundo, o deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o projeto de lei 394/2026 que institui o Cordão de Identificação da Pessoa com Alzheimer.

O texto busca ampliar a segurança de cidadãos que convivem com a doença, facilitando a identificação, sobretudo em situações de desorientação, ao passo em que agiliza o contato com familiares e responsáveis desses pacientes.

A proposta de Zimbaldi surge em meio ao avanço das enfermidades neurodegenerativas. Estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) estima que o número de cidadãos com demência no mundo chegará a 153 milhões até 2050. No Brasil, as ocorrências podem saltar de 1,8 milhão para 5,6 milhões no período. O Alzheimer é a forma mais comum de deterioração mental e declínio cognitivo, respondendo por cerca de 60% a 80% dos diagnósticos.

A matéria prevê a criação de um cordão oficial de identificação para ser utilizado por aqueles que têm algum grau da doença. A confecção e a distribuição ficarão a cargo do Estado. O acessório terá espaço para a inclusão de informações sobre o paciente, como condição geral da saúde, nome e contatos de familiares ou de responsáveis, segundo explica Rafa:

“Na prática, este cordão será uma forma mais rápida de reconhecimento de quem tenha Alzheimer, principalmente em locais de grande circulação, como terminais de transporte público, centros comerciais, supermercados, eventos e unidades de saúde. Estamos falando de um item muito semelhante ao cordão do girassol, símbolo oficial de identificação de quem têm deficiências ocultas”, complementa.

Em casos de desorientação, dificuldade de comunicação ou perda momentânea de referência espacial, o cordão para a pessoa com Alzheimer permitirá que funcionários, agentes públicos ou qualquer cidadão identifiquem a condição e possam prestar auxílio imediato, fazer encaminhamentos de urgência e de emergência e/ou acionar os familiares do sujeito.

Pioneiro

A proposta do parlamentar do União Brasil inova ao estabelecer no maior estado da América Latina uma política pública específica para a identificação de quem convive com a enfermidade. Atualmente, de maneira improvisada, muitas famílias recorrem a pulseiras, crachás e identificações particulares, sem qualquer padronização ou reconhecimento oficial. O projeto de Rafa preenche essa lacuna, por meio de um instrumento unificado, acessível e amplamente reconhecido em todo o solo bandeirante.

Para o deputado, à medida em que a sociedade envelhece, se faz necessária a criação de mecanismos que garantam autonomia, proteção e qualidade de vida às pessoas.

“Muitas famílias convivem diariamente com o medo de que um parente com Alzheimer se perca ou não consiga pedir ajuda. O cordão que estamos propondo, por meio de lei, reduz riscos e facilita reencontros. Trata-se de uma iniciativa de cuidado, de inclusão e de respeito”, reforça Rafa.

Uma vez protocolado, o PL 394/2026 será analisado pelas Comissões Permanentes da Alesp, antes de ser levado à votação em plenário.

*Com informações da assessoria de imprensa

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