O frio na barriga de Flávio Bolsonaro

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Contagem regressiva

A três dias de o PL nacional ratificar e oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República, aumenta a tensão e o nervosismo internos sobre a pós-candidatura, os próximos passos, alianças, apoios e como o candidato Flávio Bolsonaro vai evoluir nesse processo eleitoral diante dos percalços em que foi envolvido na pré-campanha. Um dado sintomático tem chamado a atenção: nem nome de vice o pré-candidato ainda não fechou.

Caminho espinhoso

Embora as pesquisas de intenção de voto demonstrem uma certa competitividade do senador, as sondagens são recortes do momento e do humor do eleitor entrevistado. Desde que veio à tona o seu relacionamento nada republicano com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, o pré-candidato vem perdendo credibilidade entre o seu público, os que consideravam votar nele e, até mesmo entre aliados, apoiadores e empresários que poderiam financiar sua campanha.

Expectativa

Um das provas que o pré-candidato deverá passar sobre a captação de aliança partidária pode acontecer nesta quarta-feira (22), em reunião com a direção nacional do PP, leia-se Ciro Nogueira (PI). Nos bastidores, a informação captada pela Coluna é que Ciro deverá negar a aliança, amparado com o discurso de que a grande maioria dos partidários são contra a parceria e, preferem a neutralidade nesse processo eleitoral no que diz respeito à disputa ao Palácio do Planalto.

Subiu no telhado

A Coluna procurou Ciro Nogueira para repercutir a informação e confirmar os fatos. O senador preferiu o silêncio. O fato é que, desde que o nome do progressista caiu em desgraça na Operação Compliance por seu envolvimento direto com Daniel Vorcaro e, a aparente falta de sensibilidade e apoio político de Flávio Bolsonaro, a relação entre ambos azedou.

Curiosidade

À medida que a convenção nacional do PL se aproxima surgem muitas expectativas e questionamentos de como será a participação da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, nesse processo eleitoral: se vai se associar paa pedir voto ao enteado? se vai lançar seu nome à disputa ao Senado? ou se, simplesmente vai fechar os olhos para a campanha, ignorar e seguir a vida? Sábado teremos algum indicativo.

‘Sincerão’

A verdade é que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ainda não é consenso nem com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em recente declaração, o dirigente afirmou que o senador não estava preparado para a disputa e, deixou nas entrelinhas, que seu nome foi empurrado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em paralelo, Costa Neto não poupa elogios e declarações amistosas em relação ao capital político de Michelle Bolsonaro.

Defesa

Mesmo no recesso parlamentar, o senador Paulo Paim (PT-RS), tem intensificado a luta e a pressão para que a PEC 6×1, que reduz a jornada de trabalho no país, avance no Senado e entre na pauta do Parlamento no pós-recesso e no esforço concentrado que a casa legislativa vai realizar em agosto e setembro. Para o senador, é urgente que a matéria se desenrole, uma vez que a atual escala de trabalho adotada no país é “desgastante, ultrapassada e afeta diretamente a saúde física e mental da classe trabalhadora.”

Birra?!

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem minimizado a questão e travado uma queda de braço nos bastidores com o Planalto e com quem apoia a PEC 6×1, mantendo a tramitação da proposta à margem de uma pauta consolidada de votação. Há quem diga que a atitude é estratégia para pressionar o governo e mostrar poder legislativo. Mas, há quem aposte que o comportamento pode ter revés eleitoral.

Poder de fala

No Distrito Federal nasce uma ação que é mais do que um ato feminista ou de empoderamento feminino. Trata-se do Movimento 52, iniciativa idealizada pela empreendedora, terapeuta comportamental e líder de projetos voltados ao desenvolvimento humano, Ana Ferola, pré-candidata a deputada federal pelo Avante-DF. O número 52 é uma referência aos 52% de mulheres no Distrito Federal, consolidando-se a maioria da população local.

Movimento 52

Ana Ferola afirmou que o movimento não é um ato político, mas uma forma de fortalecer as mulheres e dar a elas realmente o poder que tanto se fala e o espaço nos lugares de decisão, uma vez que são maioria da população, mas continuam sendo subjugadas e subrepresentadas. “É transformar essa maioria em voz, representação e participação nas decisões que moldam o futuro do país. É o tamanho da força que nós temos”, assinalou.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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