Trégua
Faltando menos de 48 horas para a convenção nacional do PL, o presidenciável Flávio Bolsonaro decidiu gravar um vídeo e postar nas suas redes sociais fazendo um pedido público de desculpas à ex-primeira-dama e sua madrasta, Michelle Bolsonaro. A relação entre os dois – que nunca foi muito boa dizem as más-línguas – azedou nos últimos dois meses por conta de decisões políticas que desagradaram a Michelle. Diante da repercussão negativa do desentendimento, Flávio se dobrou e se curvou ao poder que a ex-primeira-dama possui numa ala considerável do eleitorado bolsonarista.
Campo minado
Flávio sabe que está pisando em ovos, ainda mais quando sai um dado estatístico da Justiça Eleitoral em que confirma o poder do eleitorado feminino e a importância de capturar esse voto que, majoritariamente, não vota nos Bolsonaros. Ele tem consciência, também, que é melhor Michelle perto, mesmo que ela não suba em seu palanque, do que ambos brigados e com mágoas expostas.
‘Eu te desculpo’
Minutos depois de Flávio postar o vídeo com o pedido de desculpa, Michelle não somente curtiu, como também gravou um vídeo e o postou em suas redes sociais, em que diz aceitar o pedido do enteado e, que, vão sentar, conversar e ajustar os detalhes. “O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito seu pedido: eu te desculpo.”
Muitos questionamentos
Passado esse momento de gentilezas, a grande dúvida é: Michelle vai participar da convenção nacional do PL? Ela vai colocar seu nome à disputa ao Senado, por exemplo? Vai a campo pedir votos para Flávio? Vai gravar vídeos ao lado do enteando no auge da campanha eleitoral? Vai percorrer o país pedindo voto das mulheres e demais eleitores para eleger o filho 01 do seu marido?
Briga jurídica
E por falar em Michelle Bolsonaro, sua muy ex-amiga, Joice Hasselmann, foi às redes comemorar mais uma vitória jurídica num processo em que as duas travam na justiça. A jornalista e ex-deputada federal conseguiu derrubar na Justiça do Distrito Federal um pedido de idenização por danos morais movido pela ex-primeira-dama, que processa Joice por calúnia e difamação.
Inusitada
Uma lei do Distrito Federal, de autoria do deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) e sancionada pela governadora Celina Leão (PP-DF), está causando polêmica entre os comerciantes locais. É que a partir de agora estabelecimentos comerciais, como farmácias, lojas, padarias, bares, supermercados e afins terão que disponibilizar o uso do banheiro ao cliente, sob pena de punições prevista na nova legislação.
Direito social
Na justificativa, o parlamentar argumenta que não é construir novos banheiros, mas não negar o uso quando clientes necessitam, principalmente aqueles mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas. “Qualquer restrição somente por questões técnicas. Mais do que acesso a um banheiro, essa lei garante respeito, dignidade e cidadania”, defendeu o distrital.
Aliança
Em nota oficial divulgada ontem (23), a Federação PSDB-Cidadania de São Paulo informa que ambas as legendas decidiram que vão apoiar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à reeleição do mandato, e que vão ratificar a medida na convenção estadual da federação, na próxima terça-feira, 28. O grupo político vai aproveitar o evento para formalizar a candidatra de Soninha Francine (Cidadania-SP) para o Senado.
Trabalho
O deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) ocupa o primeiro lugar no ranking de produtividade legislativa da Câmara dos Deputados em 2026. O levantamento Sistema de Informações Legislativas da casa, atualizado este mês, contabiliza 564 projetos de lei de autoria direta do parlamentar, contra 144 do segundo colocado, Duda Ramos (Pode-RR), e 115 do terceiro, Rubens Pereira Júnior (PT-MA).
Produtividade
Note-se que a diferença entre Amom e o segundo e terceiro lugar é robusta, uma vez que o deputado do AM apresentou 375 projetos a mais que Duda e, 404 a mais que Rubens. No total, segundo este indicador da Câmara, o número chega a 802 proposições quando são considerados os projetos dos quais o deputado é coautor.
Protecionismo
Os Estados Unidos prometeram e cumpriram: oficializaram mais uma sobretaxa em cima dos produtos brasileiros exportados àquele país. Agora, de 12,5% em função do resultado da investigação da Seção 301 relativa à proibição de importação relacionadas ao trabalho forçado. Em nota oficial, o Palácio do Planalto rechaçou a medida, criticando a falta de base legal do governo americano para sustentar, na verdade, uma política comercial protecionista.

