Tarefa árdua
A senadora Teresa Leitão (PT-PE), escolhida nova líder do governo Lula no Senado, em substituição a Jacques Wagner (PT-BA), tem um grande peso nas costas e uma responsabilidade que nem ela mesma sabe como vai dar conta. E, se vai conseguir. O fato é que ela assume com a missão de apaziguar os ânimos entre Senado e Planalto, leia-se Alcolumbre e Lula.
Ação
O primeiro passo será dado nesta segunda-feira (29). A líder deve se reunir com o presidente Lula, em agenda extraoficial, para a tratativa. O desafio é criar um caminho de reconciliação entre os dois políticos, que anda bastante abalada desde o final de 2025 e, se agravou com a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).
Boa vizinhança
O foco do relacionamento é a tramitação e aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho no país. A pauta precisa avançar no Senado, mas o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), resiste em ceder à pressão palaciana para a matéria tramitar aos moldes e vontade do governo. Tanto o governo quanto o Senado correm contra o tempo: o governo para aprovar antes do recesso, o Senado para postergar, pós-recesso e pós-eleição.
Queda de braço
Nessa disputa, ainda não se sabe quem vai sair ganhando e, quem vai ceder primeiro. O fato é que Alcolumbre já mandou o recado para o Planalto, aliados e defensores da matéria: “a casa não será carimbadora” das propostas votadas na Câmara dos Deputados. Lula está deixando a corda esticar. Enquanto isso, faltam pouco mais de 20 dias para o Congresso Nacional entrar em recesso e um mês e meio para iniciar a campanha eleitoral.
Relator
Embora a pauta esteja travada no Senado, há muitos rumores sobre senadores cotados para assumir a relatoria da PEC 221/19, que reduz a jornada de trabalho e altera a escala 6×1. Nomes como o do senador Omar Aziz (PSD-AM) ganham corpo nos bastidores. Rodrigo Pacheco (PSB-MG) também está no páreo, mas ele se mostra resistente a aceitar o desafio.
Recorte
Mais uma pesquisa Nexus/BTG para a presidência da República, divulgada nesta segunda (29), mostra empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno, com 47% e 44%, respectivamente. A sondagem também traz os índices de rejeição de ambos. Flávio aparece com 51% de rejeição entre os eleitores entrevistados e, Lula, com 49%.
Fogo amigo
E por falar em Flávio Bolsonaro, o presidenciável e o seu entorno tentam estancar uma nova crise em sua pré-campanha, dessa vez dentro de casa, com a madrasta, Michelle Bolsonaro. E a campanha ainda nem começou. A fofoca nos bastidores é: será se essa pre-candidatura a presidente vai ser mesmo confimada nas convenções partidárias?! Quem viver, verá!
Sinal azul
O presidente Lula lança, agora pela manhã, no Palácio do Planalto, uma nova etapa do Desenrola Brasil, mas agora voltada a consumidores que estão com as dívidas em dia. O programa terá a alcunha de Desenrola Adimplentes, direcionado àqueles bons pagadores. Os detalhes serão divulgados durante a cerimônia.

