Jair Bolsonaro volta aos holofotes essa semana

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Pauta do dia

Quieto, calado e alijado do sistema, pelo menos na superfície nos últimos 90 dias, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volta ao noticiário essa semana por dois grande motivos: o depoimento que deve dar nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal, no caso da arma de sua propriedade apreendida em mãos de terceiros e, o fim do prazo da prisão domiciliar.

Expectativa

Os dois pontos são tratados com muita cautela e apreensão no entorno do ex-presidente. Seu grupo político defende a extensão da domiciliar e acreditam, piamente, que o depoimento sobre a arma apreendida não irá obstaculizar o caminho de Jair.

Poder

Mas, entre querer e poder há um caminho espinhoso a ser percorrido. Quem vai decidir sobre a manutenção ou não da domiciliar é o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e essa decisão deve sair até a próxima quinta-feira (25), data-limite do fim da prisão em casa e, após ter acesso ao depoimento do ex-presidente sobre o curioso caso da arma apreendida em mãos de terceiros.

Jogo de xadrez

É um momento de muita expectativa, tando do lado bolsonarista, que já prepara os confetes caso a domiciliar seja mantida, quanto do lado governista, que ainda não sabe qual é o maior impacto: se Bolsonaro na Papuda, ou em casa, tendo em vista o processo eleitoral em curso e suas nuances.

‘Imprestáveis’

A frase é forte e é do presidenciável Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. Para ele, o modelo de concessão de benefícios sociais no Brasil está criando uma “geração de imprestáveis”, criando uma espécie de legado sucessório, de pai para filho. A declaração foi dada a empresários em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Zema adianta, ainda, que, se eleito for, vai rever a forma e o método desses pogramas sociais no país.

Tolência zero

Enquanto o Brasil vive uma epidemia de feminicídios, com casos cada vez mais chocantes e estarrecedores, uma cidade da região metropolitana de São Paulo, Itaquaquecetuba, vive um movimento contrário: quase 2 anos sem registro de feminicídio. O último registro desse crime hediondo foi em agosto de 2024, segundo boletim de ocorrência da delegacia de polícia da cidade.

Compromisso

Comandada pelo prefeito, Eduardo Boigues (PL), que é delegado de polícia, ele atribui o resultado positivo a investimentos em segurança, em redes de proteção à mulher, acolhimento psicossocial e independência financeira para vítimas de violência. “Segurança pública para as mulheres se alicerça com presença do Estado”, enfatiza o gestor.

Paliativo

Travada e parada no Senado há quase um mês, esperando um sinal do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que se inicie a sua tramitação formalmente, a PEC 6×1 que reduz a jornada de trabalho no país começa a ficar encantada. Mas, um debate temático, agendado para o dia 1º de julho, promete tirá-la desse cenário.

X da questão

O debate tem como objetivo ampliar a discussão em torno da PEC 221/19, os impactos sociais, econômicos e produtivos que a redução da jornada de trabalho poderá causar no país. A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui a jornada de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso. A implementação seria feita de forma gradual em 14 meses.

Luto

Um dos maiores empresários do comércio popular de Manaus, no Amazonas, Mamoun Yousef Abdel Hameed Imwas, morreu ontem (22), após sofrer um infarto durante uma cerimônia na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde recebia uma homenagem sobre o seu legado na economia e no desenvolvimento da periferia da capital amazonense. Ele era diretor-presidente da Sociedade Árabe Palestina do Amazonas.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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