BRASÍLIA – A 10ª edição do ExpoJud – maior congresso brasileiro de inovação e tecnologia aplicada ao ecossistema de Justiça, ocorrido na semana passada, em Brasília, trouxe muita tecnologia, gestão, inovação e o avanço da Inteligência Artificial (IA) no direito.
Uma das soluções apresentadas foi o Arcanjo, um robô humanoide desenvolvido pela IPQ Tecnologia. O robô possui capacidades como monitoramento, reconhecimento facial e apoio à vigilância de ambientes, demonstrando, na prática, a aplicação da robótica às estratégias de segurança institucional, inclusive de magistrados.
Já a Gotiva, empresa de tecnologia do Grupo Interjato, lançou no evento uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para atuar integrada aos sistemas utilizados pelo Judiciário brasileiro. A solução conecta recursos de IA a ambientes como PJe, Projudi, SAJ e e-Proc e foi criada para apoiar atividades como análise de processos, pesquisa de legislação e jurisprudência, classificação processual e elaboração de documentos jurídicos.
A Softplan, em parceria com a GZero e a Just, lançou no ExpoJud a SAJ LegalStudio, uma nova interface que tem como objetivo qualificar o uso de Inteligência Artificial nos tribunais, reunindo, em um só espaço, análises processuais e elaboração de minutas. Além de aumentar a produtividade, a interface também tem foco na confiabilidade e na segurança dos dados jurídicos. O objetivo da solução é que magistrados e assessores não precisem reler dezenas de peças para encontrar uma única informação durante a tramitação do processo.
Junto às empresas, as instituições de Justiça também apresentaram em seus stands soluções e plataformas utilizadas no dia a dia. Dentre as instituições estão o STJ, TCU, CJF e tribunais como os da Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima, Ceará, Tocantins e Mato Grosso, além de Ministérios Públicos.
O humano ampliado
A palestra de abertura foi sobre “O humano ampliado: como lideranças estão orquestrando tecnologia e pessoas”, onde os keynotes falaram sobre como a tecnologia impacta no dia a dia de instituições públicas, tecnologia e inteligência artificial podem potencializar capacidades humanas, e não apenas automatizar tarefas.
Falaram também como o ser humano deve ser o centro do uso responsável da IA. Mais do que adotar novas ferramentas, é preciso saber integrá-las às pessoas, à cultura e à estratégia do negócio. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre eficiência tecnológica, pensamento crítico, criatividade e relações humanas.
A palestra contou com Fernando da Silva Comin, Conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Janete Vargas Simões, desembargadora presidente do TJES, Mario Adaro, Ministro de la Suprema Corte de Mendoza Argentina, João Marques Martins, Professor Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), e Alejandro Fernández Muñoz, Chefe de Gabinete da Direção-Geral de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes de Espanha, Eric Hans Messias da Silva, líder do núcleo de IA do TCU, além de Ademir Piccoli, advogado, ativista de inovação, fundador do J.Ex e idealizador do ExpoJud.
Já no Talk Show de encerramento “Tecnologia na Justiça: do ganho de tempo à transformação da prestação jurisdicional”, os convidados Dante Freitas, Partner & Founder Gzero e Professor Singularity Brazil, e Márcio Santana Souza, CEO da Softplan, falaram sobre como a tecnologia e a IA estão ampliando capacidades humanas e a tomada de decisões, além de como tarefas repetitivas e burocráticas podem ser otimizadas por novas ferramentas. O Talk Show, no modelo de uma conversa descontraída, contou com o saxofonista Derico Sciotti, conhecido por tocar no programa de Jô Soares.
Ademir Piccoli, advogado, ativista de inovação e CEO do J.Ex, afirma que o evento acompanha o processo de transformação tecnológica das instituições do sistema de Justiça e busca aproximar diferentes atores do setor para discutir inovação e melhoria dos serviços públicos.
“A 10ª edição do Expojud consolida o evento como o principal ponto de encontro entre o setor público e o privado na troca de experiências, ideias e soluções tecnológicas, que tenham como objetivo final aprimorar o atendimento das instituições de Justiça à população, impulsionando soluções realmente capazes de tornar a Justiça mais acessível, eficiente e preparada para os desafios futuros”, destaca.
O ExpoJud é uma iniciativa do J.Ex, movimento que comemora 12 anos, e foi idealizado para auxiliar instituições e pessoas a se prepararem para o futuro da Justiça através da aplicação de tecnologia e inovação.
O evento foi realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, e reuniu cerca de 3 mil participantes dos 27 estados, além dos participantes internacionais.
*Com informações da assessoria de imprensa

