Vontade política
O cenário está aí, só não vê ou não aproveita quem não quer, quem não tem estratégia, habilidade ou capital político para isso. Mas, o fato é que a seis meses das eleições presidenciais, a polarização é forte, mas não empecilho para que candidatos alternativos ou de outra corrente ideológica possam competir de igual para igual com o lulismo e o bolsonarismo.
Oscilações
Todos os dias, pesquisas diversas são divulgadas com cenários eleitorais e resultados distintos, revelando o recorte do pensamento do eleitorado naquele momento. Ora o presidente Lula aparece com favoristismo, ora aparece num cenário com empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro, ora aparece numa situação em que o alerta amarelo fica evidente.
Incoerência
Os números da mais recente pesquisa Genial/Quaest mostra um favoritismo mediano do presidente Lula em relação a seu adversário e, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro num cenário de segundo turno. Mas, o que chama a atenção nos dados da sondagem eleitoral é que 43% dos entrevistados têm medo de a família Bolsonaro voltar ao poder, enquanto 42% temem a permanência de Lula no Planalto. Enquanto 6% dizem ter medo dos dois.
Ops…
A lacuna está aí e uma terceira via, como pré-candidatos alternativos fazem questão de autodenominar-se, tem um espaço para trabalhar a captura desse eleitorado que não quer patrocinar a polaridade política. Mas, entre querer e poder o caminho longo, precisa-se de vontade, coerência e maturidade política. Mas ninguém está preparado para essa conversa.
Marionetes
Presidenciáveis que se “vendem” ao pleito, como Ronaldo Caiado (PSD), Aldo Rebelo (DC), Romeu Zema (Novo) e afins são mais do mesmo. Sem nenhuma ou pouca capilaridade política, empenho partidário e estratégia de marketing eleitoral para tal. Estão mais para fazer parte do jogo eleitoral e das negociações e barganhas de bastidores. A senha, inclusive, foi dada pelo ex-presidenciável Eduardo Leite (PSD), ao afirmar que seu partido – ao escolher Caiado para a disputa – colabora para fomentar ainda mais a polaridade Lula-Bolsonaro.
Torcida forte
A CCJ da Câmara deve analisar nesta quarta-feira (15) a PEC que reduz a jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Projeto de lei semelhante do governo Lula foi enviado à casa ontem à noite e deve tramitar em paralelo à PEC, que já avançou, inclusive com rodadas de discussões com setores diversos da economia. O relator da proposta, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) deverá assinar a admissibilidade do projeto do governo, mas ainda não se sabe qual das duas iniciativas vai prosperar.
Êxito
Em agosto, a nova presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) será empossada para um mandato de 2 anos. A eleição foi simbólica, respeitando a antiguidade dos membros e o rodízio no cargo de presidente. Para comandar a instituição, foi eleito o ministro Luís Felipe Salomão e, na vice, assume o ministro amazonense Mauro Campbell.
Mais proteção
Legisladores de norte e a sul do país se mostram empenhados em criar leis que protejam as mulheres do avanço da violência doméstica e feminicídio. Um novo exemplo chega do Amazonas, em que a deputada estadual Mayra Dias (PSD-AM) aprovou lei que obriga agressor a pagar despesas, diretas e indiretas, de vítima de violência doméstica, como as relacionadas à saude e moradia. “Não é justo que a mulher, além de sofrer a violência, ainda tenha que arcar com os custos para reconstruir sua vida. Esse projeto garante que a responsabilidade recaia sobre quem causou o dano”, defendeu a parlamentar.

