Censura ou metodologia questionável? o TSE vai decidir

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Julgamento

A corte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga, nesta terça-feira (9), liminar do presidente da instituição, o ministro Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa eleitoral Atlas/Intel feita logo após a repercussão do caso Master/Flávio Bolsonaro em torno dos áudios em que o presidenciável cobra o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, o dinheiro que falta para o financiamento do filme Dark Horse.

Ação eleitoral

O ministro concedeu a liminar em ação do Partido Liberal e do senador, que questionam a metodologia da pesquisa, afirmando que o questionário induziu os eleitores entrevistados no resultado das respostas. Nessa pesquisa, a primeira feita após vir à tona a “amizade” entre Flávio e Vorcaro, o presidenciável cai na intenção de votos, perdendo tanto no primeiro turno quanto no segundo turno para o presidente Lula.

Fatura

Ora, a liminar de Nunes Marques, foi interpretada de várias maneiras: empresas de pesquisas e adversários políticos a tratam como censura; para outros, a veem como um gesto de retribuição do ministro ao apadrinhamento político dos Bolsonaros, uma vez que ele foi um dos indicados do então presidente Bolsonaro à vaga aberta à epoca, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Jurisprudência

O fato é que, analistas políticos e advogados eleitorais já aguardam, ansiosos, a decisão da corte, haja vista que esse resultado poderá balizar decisões futuras do TSE ainda neste pleito sobre resultado de pesquisas eleitorais e suas metodologias.

Viés

É bom frisar que pesquisa de intenção de voto ou outro tipo de sondagem é o recorte daquele momento, não necessariamente tem o poder capital de influenciar o resultado de um processo eleitoral. Ainda mais numa pré-campanha onde a indecisão e a indefinição de voto ainda estão muito grande entre o eleitorado. O percentual dos que ainda não sabem em quem votar ou que poderão votar nulo ou branco chega a ser maior que o adquirido por alguns presidenciáveis citados nas pesquisas eleitorais.

Benefício

Faltando pouco mais de duas semanas para expirar o prazo de 90 dias (três meses) de prisão domiciliar, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já se articula para estender esse período junto à Justiça. A justificativa? o preso encontra-se ainda com a saúde muito debilitada, com acessos de soluços frequentes. As más-línguas afirmam que Bolsonaro quer assistir a Copa do Mundo no conforto de seu lar.

‘Me derrubaram, mas não me quebraram’

A frase é do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que ensaia retorno à cena política após 5 anos de seu impeachment do governo fluminense e de ter perdido seus direitos políticos. O ex-juiz lançou, ontem (8), sua pré-candidatura do Rio. Ele afirmou que colocar seu nome à disputa não é por uma vaidade, “mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão.”

Incrível!

O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, fez uma declaração – que se tornou recorrente entre membros do Judiciário e chega a ser um acinte à grande massa trabalhadora da população brasileira: de que se salário não está à altura do que julga necessário diante da carga de trabalho que executa em seu ofício.

Desequilíbrio

Ele exalta a sua competência jurídica e esmero no trabalho e que, deveria, sim, receber um salário à altura do que trabalha pelo país. De acordo com dados do Portal da Transparência do STJ, Campbell recebeu aproximadamente R$ 141 mil em abril deste ano. Em março, foi de cerca de R$ 122 mil, e em fevereiro, R$ 127 mil. Os valores incluem indenizações, vantagens pessoais e outros créditos e, com certeza, são infinitamente maior do que trabalhador que cumpre as 44 horas semanais e a escala 6×1.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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