Falta apropriar-se
As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar há 94 anos, uma grande conquista à época e que continua sendo um grande poder que temos nas mãos. Mas, infelizmente, por manobras políticas, eleitoreiras e até emocionais, esse voto é manobrado, manipulado e até mesmo ridicularizado como o foi feito recentemente por personagens que se autoproclamam conservadores.
Poder
Perto de completar meio século de direito adquirido, o voto feminino, hoje, é de supremacia. Não é a Coluna que está afirmando. São os dados mais recentes sobre o eleitorado brasileiro divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que confirma um fenômeno que vem se consolidando nos últimos processos eleitorais: eleitores do sexo feminino são maioria e, atualmente, representam 52,84% do total nacional.
Supremacia
Não é pouca coisa: de 158,7 milhões de eleitores de todas as faixas etárias, as mulheres somam 83,8 milhões, mais da metade dos votantes aptos para as eleições 2026. O número representa um crescimento de 1,83%, o equivalente a 1,5 milhão de novas eleitorais, em relação às eleições de 2022, segundo o TSE.
Arrependei-vos
Diante do crescimento do eleitorado feminino e da importância dessa fatia expressiva de eleitores, pré-candidatos, sejam a cargos majoritários ou proporcionais, de todas as matizes políticas traçam estratégias para capturar esse voto valioso e que, sim, pode fazer a diferença nas eleições gerais de 2026, ainda mais num momento em que esse mesmo poder de voto sofre ataques e discursos de desvalorização.
Status quo
Caros candidatos, de esquerda, direita, conservadores ou afins, essa é uma realidade que não tem como, em hipótese alguma mudar. Não dá para ignorar. Mas é triste constatar que, embora com tanto poder, com tanta supremacia e, realmente fazer parte da maioria, as mulheres ainda são subrepresentadas na política brasileira, minimizadas em cargos de liderança e com a voz abafada na luta pelos direitos da mulher. Triste ver que a principal bandeira, hoje, é lutar para que as muheres não entrem na estatística da violência doméstica, de gênero e do feminicídio.
Boa noticia
E por falar em combate à violência contra a mulher, projeto de lei do decano da Câmara dos Deputados, Átila Lins (PSD-AM), que obriga a instalação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em todos os municípios brasileiros, avança na casa legislativa, após ser aprovado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. A expectativa é que a matéria seja aprovada nas demais comissões e chegue ao plenário no retorno do recesso parlamentar.
Humm…
O candidato (a) a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) somente será conhecido (a) após a convenção do partido, agendada para o sábado, dia 25. A informação foi confirmada pelo coordenador da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Ele alega que o grupo político ainda está negociando e buscando apoios de outras siglas, como o Republicanos.
Mexerico
Mas, nos bastidores, a fofoca é outra. Fala-se a boca pequena que tá difícil o presidenciável atrair alianças com partidos mais alinhados ao bolsonarismo. O sonho de consumo do grupo político é fechar a aliança com o PP e o União Brasil e, por tabela, com a Federação União Progressista. Mas, ambas as direções nacionais relutam em declarar esse apoio.
Ambição política
Na metade do seu primeiro mandato como senador, Sergio Moro (PL-PR) ensaia um novo desafio político: o de governador do Estado do Paraná. Pré-candidato da sigla ao cargo majoritário, o parlamentar apresenta bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto e começa a se entusiasmar com a possibilidade de se tornar o chefe do executivo estadual. Recente pesquisa o coloca em primeiro lugar entre os concorrentes, com 39,9% das intenções de voto. Na sequência, Requião Filho (PDT) aparece com 21,1%, e Rafael Greca (MDB), com 14,5%.
Sinal verde
Um ano e meio após migrar para os Estados Unidos, alegando perseguição política no Brasil, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu o green card, o visto de permanência por prazo indeterminado nos país norte-americano e que lhe dá, entre outros direitos, trabalhar no país e poder exercer outras atividades. O documento chega num momento em que a tensão entre os dois países teve uma nova escalada após a aplicação de nova tarifa comercial pelo governo americano aos produtos brasileiros.

