Alianças e apoios darão o tom da campanha presidencial

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Jogada política

A cinco dias do início oficial da campanha eleitoral no país, quem fechou aliança e apoios fechou. Quem não fechou, vai ter que se colocar na pista com a cara, coragem, ousadia, propostas e capital político. Isso tanto nas disputas regionais, para governadores e senadores, quanto nacional, para presidente da República. E o caminho que se desenha não é fácil, até para quem tem um arco de aliança vantajoso.

Poder

Uma coligação forte reflete, diretamente, no tempo de TV e rádio, no fundo partidário e no financiamento da campanha eleitoral, além de mostrar poder político. Nessa seara, o aspirante a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), patina. Os demais concorrentes, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e afins, também. O presidente Lula, que vai disputar a reeleição, é quem se destaca nesse cenário.

A ver navios

Flávio apostava no apoio do PP, do União Brasil e do Republicanos. Não aconteceu. Para não se indisporem e não ter que escolher um lado nesta campanha eleitoral, os respectivos dirigentes partidários optaram pela neutralidade e por liberar seus filiados a apoiarem seus candidatos, conforme a conveniência. Dessa feita, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), correu em anunciar seu apoio à reeleição de Lula. “Porque é o presidente converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, enfatizou.

Sem prestígio

A falta de vontade destes partidos em marchar com o projeto político de Flávio Bolsonaro deixa uma pergunta incômoda no ar: quem é que não agrega: o senador, herdeiro político e filho 01 de Jair Bolsonaro? ou o todo-poderoso presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto? Analistas políticos, vocês têm a palavra.

Teto de vidro

Outro ponto letal da campanha presidencial serão os debates eleitorais nas emissoras de televisão. Lula já sinalizou que não deverá participar de todos. Ele sabe que será o alvo direto dos adversários, que estão com sangue nos olhos para enquadrar o presidente da República. Mas, ao final das contas, o que prevalece num debate é a oratória, retórica, narrativa e a inteligência emocional, além do poder de argumentação.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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