MANAUS – Pesquisadores, estudantes, jornalistas e a sociedade civil se reunirão, nesta sexta-feira (18), no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em torno do seminário “Água e Lixo Não Combinam: A Importância dos Igarapés de Manaus para a Vida na Amazônia”, que acontecerá das 8h às 17h.
À ocasião, será feita a assinatura da Carta Compromisso, documento que reivindica a tomada de decisões a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e alinha-se às diretrizes de resiliência climática para mitigar os impactos de eventos extremos na região.
O seminário é fruto de articulação interinstitucional e comunitária que reúne universidades, institutos de pesquisa, órgãos de controle, movimentos sociais, pastorais e sindicatos. O objetivo central é debater soluções estruturais, transdisciplinares e baseadas nas leis ambientais para enfrentar a crise do saneamento e a poluição dos corpos hídricos. A missão é encarar de frente um dado alarmante: mais de 80% dos igarapés urbanos da capital estão contaminados.
A iniciativa pioneira da Arquidiocese de Manaus é feita em parceria com entidades que compõem a Comissão Interinstitucional em Defesa dos Igarapés de Manaus (CIDIM), e integra ampla agenda voltada à preservação, conservação e saneamento dos recursos hídricos da capital amazonense a ser cumprida neste mês de setembro.
As atividades ocorrem às vésperas do Dia Mundial de Limpeza das Águas e contam com painéis técnicos, renovação de alianças interinstitucionais e um ato político de compromisso com os futuros representantes do Estado.
Debate
No sábado, 19 de setembro, data alusiva ao Dia Mundial de Limpeza das Águas, a Cúria Arquidiocesana de Manaus sediará, a partir das 9h, o Ato de Convocação dos Candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal.
O evento propõe que os postulantes aos cargos majoritários subscrevam publicamente o pacto em defesa da despoluição dos igarapés urbanos, assumam compromissos executivos e legislativos concretos perante a população manauara.
A articulação reforça que a crise hídrica e o saneamento precário exigem resposta imediata e transversal do poder público, superando modelos antigos de gestão urbana e integrando a comunidade acadêmica e as bases sociais na fiscalização e no planejamento da cidade.
*Com informações da assessoria de imprensa

