sábado, fevereiro 7, 2026

Deputado quer convocar ‘marqueteiro do PT’ para depor na CPMI do INSS

O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) quer explicações de Sidônio Palmeira sobre recursos públicos para eventos de sindicatos

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Membro da  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) quer a convocação do “marqueteiro do PT” para prestar esclarecimentos à comissão.

O parlamentar se refere ao ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira. Na avaliação do liberal, há indícios de que recursos públicos possam estar sendo utilizados para financiar ações de comunicação e eventos promovidos por sindicatos ligados aos desvios de recursos investigados pela CPMI, enquanto milhares de aposentados e de pensionistas são prejudicados.

“Quero a convocação do marqueteiro do PT, porque, hoje, há dinheiro irrigando eventos de sindicatos. Se verba pública está sendo usada para financiar eventos, enquanto aposentados são roubados, isso precisa ser esclarecido. Não é perseguição, é investigação”, afirmou o deputado federal na  reunião da última quinta-feira (5).

Chrisóstomo também defendeu a ampliação das apurações, incluindo o Ministério das Comunicações, argumentando que é necessário esclarecer se há uso indevido de recursos federais para sustentar estruturas sindicais ligadas a grupos políticos.

Impacto social e cobranças regionais

Ao justificar o pedido de convocação do marqueteiro do PT, Chrisóstomo também citou problemas estruturais em seu estado, Rondônia, relacionando a falta de investimentos básicos à má gestão de recursos públicos.

“Em Guajará-Mirim, no meu estado, um barco virado no rio há meses, quilombolas passando dificuldades, porque o transporte não funciona. Não dá para Rondônia ficar à mercê do INSS, enquanto o dinheiro público pode estar indo para outros fins”, declarou.

Depoimento do presidente do INSS

A manifestação do deputado ocorreu durante o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, à CPMI, diante das denúncias de fraudes, especialmente envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.

O golpe foi descoberto após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), realizada em abril de 2025. Na oportunidade, cerca de 9,3 milhões de brasileiros foram informados que poderiam ter sofrido algum tipo de fraude.

Até o momento, o INSS recebeu 6,3 milhões de contestações. Um total de R$ 2,9 bilhões foram “devolvidos”, segundo a União, a 4,2 milhões de beneficiários. Um total de 826 mil pessoas ainda pode solicitar ressarcimento.

Waller Júnior, em seu depoimento, afirmou que o INSS tem colaborado com as investigações, fornecendo informações técnicas, dados administrativos e relatórios internos para auxiliar os trabalhos da comissão. Ele reconheceu falhas operacionais herdadas nas gestões anteriores e destacou que ações de revisão, auditoria e bloqueio de práticas irregulares estão em andamento.

Parlamentares da oposição, no entanto, cobraram explicações mais detalhadas sobre a fiscalização de entidades conveniadas, o papel dos sindicatos no sistema de descontos e a responsabilização de envolvidos nos esquemas investigados.

A CPMI do INSS segue com o cronograma de oitivas e de análise de documentos nas próximas semanas. Novos requerimentos de convocação e quebra de sigilo devem ser votados nas próximas sessões.

Com informações da assessoria de imprensa

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