Presidenciável
A Federação PSDB/Cidadania aprovou o nome do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) como pré-candidato à presidência da República nas eleições deste ano, como uma alternativa aos eleitores à polarização política atual do país. O convite foi formalizado ao político, que ainda não deu a resposta final. Em recente entrevista ao UOL, Aécio disse “que não está fechando as portas para uma possível candidatura”.
Valorizar o passe
A decisão de apostar em Aécio como uma terceira via na eleição presidencial tem o aval e a simpatia de todos os diretórios estaduais do PSDB e do Cidadania. Agora, a bola está com o deputado federal. Ele já deixou claro que sairá candidato ou a presidente da República ou ao Senado e que a disputa para um novo mandato de deputado federal está descartada.
Tratativas
Mas, o que falta para Aécio dar o “sim”? Experiente, o político sabe que a pressa é inimiga da perfeição, que o apressado come cru e, como todo mineiro da gema, sabe exatamente a hora de agir e partir para os finalmente. Mas, será que não está tarde, do ponto de vista do processo eleitoral, para viabilizar seu nome numa pré-campanha que tem mais cara de campanha antecipada e totalmente polarizada? O que ele pode apresentar de diferente para conquistar eleitores que seus adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), por exemplo, ainda não visualizaram?
Resgate
O projeto do deputado federal, que preside o PSDB, é trazer de volta aquele prestígio político de outrora que a legenda gozava e, do qual era a protagonista no embate político nacional. Uma oposição saudável, segundo ele, e não uma “polarização rasa” e daninha com a qual os brasileiros tem que conviver, atualmente. “Brigar pelo impossível, por essa utopia de ver o partido de novo liderar um projeto de desenvolvimento nacional.”
Sonho de fã
E não é que Flávio Bolsonaro (PL) conseguiu a tão cobiçada foto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois de tentar a sorte, ele conseguiu alguns minutos de audiência com o norte-americano, na Casa Branca e, claro, não poderia perder a oportunidade de criar conteúdo para suas redes sociais e de aliados. O presidenciável ainda exibiu um presente que diz ter ganhado das mãos de Trump: um medalhão, o challenge coin. “Demonstra um prestígio enorme”, disse na publicação.
Master na pauta
O Senado não instalou (e nem vai) a CPI do Master. Mas a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está fazendo seu dever de casa e acompanhado, em paralelo com audiências públicas e debates, as investigações policiais em torno do escândalo. O propósito é averiguar o real prejuízo de clientes, correntistas e investidores que foram lesados pela fraude bancária.
Fiscalização
A comissão já ouviu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo na semana passada e, na próxima terça-feira (2) vai ouvir o atual presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, para prestar esclarecimentos sobre operações realizadas com o Banco Master, atendendo a um requerimento da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). À Coluna, Renan adiantou que o colegiado já solicitou infomações de órgãos, como o STF, CGU, TCU, CVM e que já aprovaram 25 convites de autoridades à comissão.
Expectativa
Tudo indica que o parecer do deputado federal Léo Prates (Republicanos-PB) sobre a PEC que reduz a jornada de trabalho possa ser votado ainda nesta quarta-feira (27) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O relatório teve pedido de vista, que pode ser retornado à pauta hoje. Se o cronograma traçado pelo presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), funcionar, a matéria pode ir à votação em plenário até amanhã (28).
Manobra
A bancada do Partido Liberal está defendendo, agora, um destaque que vai apresentar à Comissão Especial pela escala 4×3. A ideia está levantando desconfiança dos governistas e revela um discurso incoerente. Até ontem, a oposição, principalmente a bolsonarista, vinha criticando o fim da escala 6×1, principalmente por conta do discurso patronal, de que irá causar prejuízos em massa ao setor produtivo. A escala 4×3 será melhor, então?!
Muito relevante
O deputado federal Duda Ramos (Podemos-RR) apresentou uma proposta de lei que cria o Protocolo Nacional de Prevenção e Proteção das Mulheres em Grandes Eventos Esportivos, batizado de “Nenhum Gol Justifica Violência”.
Regras
O projeto cria medidas de prevenção à violência doméstica, ao assédio e à importunação sexual durante transmissões esportivas, partidas de futebol e grandes eventos de torcida coletiva no Brasil e que deverá ser aplicado em bares e restaurantes com transmissões esportivas, telões públicos, arenas de torcida, eventos privados e espaços coletivos voltados para reuniões de torcedores.

