‘Não é sobre trabalhar menos, mas viver melhor’, diz deputado sobre fim da escala 6×1

Aprovada na Câmara, PEC prevê redução da jornada de trabalho, sem redução salarial e com ampliação do período de descanso dos trabalhadores

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BRASÍLIA – Trabalhar seis dias por semana e descansar apenas um. Essa é a realidade de milhões de brasileiros que pode estar com os dias contados.

Após décadas sem mudanças significativas na jornada de trabalho no país, a proposta que prevê o fim da escala 6×1 avança no Congresso Nacional e promete impactar diretamente a rotina de trabalhadores de diferentes setores da economia.

Entre os protagonistas dessa discussão está o deputado federal Saullo Vianna (MDB-AM), único representante do Amazonas na comissão especial da Câmara dos Deputados responsável pela análise da proposta.

Além de participar da construção do relatório, Saullo esteve entre os primeiros parlamentares a votar favoravelmente ao texto e liderou a articulação para que o Amazonas tivesse voz em uma das pautas trabalhistas mais debatidas dos últimos anos.

“A discussão sobre o fim da escala 6×1 não se resume a trabalhar menos. É uma pauta sobre viver melhor. O trabalhador brasileiro continua querendo produzir, crescer e conquistar seus objetivos. O que estamos debatendo é a possibilidade de ter mais tempo para a família, para cuidar da saúde, acompanhar os filhos e viver momentos que hoje acabam ficando para depois”, afirma o parlamentar.

A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com ampliação do período de descanso dos trabalhadores.

Na avaliação de Saullo, a medida acompanha transformações já observadas em diversos países e responde a uma demanda crescente da sociedade por mais equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida.

“O trabalhador brasileiro já demonstrou sua força, sua dedicação e sua capacidade de produzir. Agora chegou a hora de discutir qualidade de vida. Ninguém deveria precisar escolher entre trabalhar e viver. O trabalho é fundamental, mas a vida não pode caber em apenas um dia da semana”, destaca.

Centro do debate

Enquanto a proposta era discutida em Brasília, Saullo trabalhou para que a realidade da região Norte também fosse considerada durante a construção do texto.

Por iniciativa do deputado, Manaus recebeu uma audiência pública com a presença do relator da proposta, reunindo trabalhadores, representantes da indústria, do comércio, especialistas e lideranças da sociedade civil para discutir os impactos da medida na economia e na vida dos trabalhadores amazonenses.

A iniciativa colocou o Amazonas no centro do debate nacional e garantiu que as particularidades da região fossem apresentadas durante a elaboração do relatório.

“O Amazonas não poderia assistir a essa discussão de longe. Estamos falando de uma proposta que impacta diretamente a vida de milhões de trabalhadores brasileiros. Fiz questão de trazer esse debate para Manaus porque a nossa realidade precisava ser ouvida. O desenvolvimento do país passa também por compreender as diferenças regionais e construir soluções que contemplem todos os brasileiros”, ressalta.

Ao longo da tramitação, Saullo consolidou-se como uma das principais vozes da região Norte na defesa da proposta, atuando na construção do diálogo entre trabalhadores, setor produtivo e Parlamento.

“O desafio sempre foi encontrar equilíbrio. Valorizar o trabalhador, garantir qualidade de vida e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade de geração de emprego e renda. Foi com esse espírito que participei da construção dessa proposta desde o primeiro momento”, conclui.

O muda na prática

  • Redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas;
  • Dois dias de descanso por semana;
  • Manutenção integral dos salários;
  • Implementação gradual para adaptação dos setores produtivos.

A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação no Senado Federal.

*Com informações da assessoria de imprensa

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