Todas as tensões voltadas para o ensaio de delação de Vorcaro

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Será que vai?

A semana inicia sob grande expectativa se a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) vão aceitar o conteúdo exposto na nova delação do banqueiro preso, Daniel Vorcaro. Há uma carga muito grande em torno disso, mas resta saber se o que Vorcaro contou sustenta o avanço do acordo.

Choro e ranger de dentes

Nos bastidores em Brasília, a informação é que, agora, Vorcaro entendeu como funciona o instituto de delação e decidiu contar toda a verdade que cercam os meandros em torno do escândalo de corrupção do banco Master. Até seu “compadre” Ciro Nogueira (PP-PI), ele decidiu colocar no fogo.

Momento delicado

Mas, ainda é cedo para afirmar se o volume de informação é mais do mesmo ou se, realmente, vai vingar numa delação premiada. Se os fatos que ele inseriu no documento, entregue à PF e à PGR por sua defesa, têm realmente algo robusto e novo que o relator do caso, o ministro do STF, André Mendonça, ou mesmo os agentes policiais, já não saibam.

Homem-bomba

Paulo Henrique Costa, o ex-presidente do BRB (banco de Brasília), também negocia um acordo de delação com a Polícia Federal. Preso, acusado de aceitar propina no escândalo da venda que não aconteceu, do Master para o BRB, o executivo afirma ter muitas informações valiosas, que podem comprometer muitos políticos, como ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF).

Próximos capítulos

E por falar em Ibaneis, a Coluna apurou que seu passaporte já teria sido retido na PF e, há uma grande apreensão em torno dele e de aliados sobre o futuro de sua pré-candidatura ao Senado. O avanço das investigações e a realidade em que se encontra a instituição bancária e o Governo do Distrito Federal (GDF) causou um racha político entre ele e a atual governadora, Celina Leão (PP-DF).

Futuro incerto

O protagonismo de Celina para uma possível reeleição do mandato também está em xeque diante dos escândalos e de como recebeu a gestão de seu antecessor, Ibaneis. O clima está pesado e o terreno se mostra fértil para o crescimento de adversários, como Leandro Grass, do PT, e Ricardo Cappelli, do PSB.

Adversário de peso

Mas, o que mais assusta a governadora e seus aliados é o avanço, nos bastidores e sem alarde, do nome do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) para a disputa do governo. Ele já confirmou a sua pré-candidatura ao cargo e vem aparecendo bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto entre os eleitores da capital federal.

Pré-campanha difícil

Não é só Ibaneis que está com uma possível eleição ao Senado ameaçada. Outros ex-governadores, que renunciaram ao mandato para esse projeto político também estão em situação bastante delicada e indefinida. Cláudio Castro, do PL do Rio de Janeiro, inclusive, já desistiu de disputar o cargo com o avanço das investigações que o liga ao Master. Outros, como Wilson Lima (União), do Amazonas, ainda não consegue pontuar de forma atraente e competitiva nas pesquisas de intenção de voto.

São João vem aí!

No mês das festas juninas, o Congresso Nacional tende a ficar esvaziado e “sem cabeça” para pautas importantes, embora neste 2026 não faltem pautas relevantes em discussão no Parlamento federal. Aliado aos festejos, ainda tem uma Copa do Mundo no meio do caminho e uma pré-campanha que está “atormentando” os principais interessados. Vai ser difícil conter faltosos e gazeteiros nesse período, em que se pede o máximo de compromisso antes do recesso parlamentar.

Ordem

Pelo menos no Senado, o presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), já convocou seus pares para um esforço concentrado presencial, durante toda essa semana, para avançar nas pautas pendentes. Uma delas é a apreciação da PEC 6×1, cujo trâmite deve ser definido em reunião com os líderes da casa e, ainda, o anúncio do senador que deverá relatar a proposta. No final de semana, cresceu a informação extraoficial que Omar Aziz, do PSD Amazonas, era o mais cotado para a função.

Avanço

Coordenadora do grupo de trabalho que analisa o projeto de lei que equipara a misoginia, definida como o ódio ou a aversão às mulheres, ao crime de racismo, a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) garantiu que entrega na próxima quarta-feira (10) o parecer à proposta. “Nós encerramos as audiências públicas e entramos na fase de receber contribuições textuais”. O texto prevê penas de 2 a 5 anos de reclusão para combater discursos de ódio e a discriminação baseada na crença da supremacia masculina.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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