Guerra no Irã, alta dos combustíveis, conflitos ideológicos e uma eleição no horizonte

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Pedra no sapato

A equipe econômica do governo federal está “correndo da sala para a cozinha” para minimizar o impacto negativo na sociedade da alta dos preços dos combustíveis, motivadas pela guerra no Irã. No meio de um ano eleitoral era tudo que o Planalto não precisava, num momento em que a popularidade do presidente Lula encontra-se em queda livre.

MP do Diesel

Para conter o impacto negativo, uma Medida Provisória, que somam subsídios de cerca de R$ 30 bilhões, foi anunciada pelo governo federal direcionada para produtores e importadores de óleo diesel, gás de cozinha e querosene para a aviação. À princípio, o pacote de ajuda deve durar apenas dois meses e deve ter a contrapartida dos estados. Não vai ser fácil para os agentes públicos administrarem mais esse fator econômico em pleno ano eleitoral.

Sob controle

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne agora pela manhã com o presidente Lula no Palácio do Planalto para tratarem das medidas. Ontem, em entrevista coletiva, após anunciar o pacote, ele fez questão de frisar que a medida não terá impacto fiscal nas contas do governo federal.

Absurdo

A guerra no Irã e os conflitos internacionais têm provocado uma alta recorde no preço final dos combustíveis em todo o mundo, o que deverá encarecer o custo de vida da população global a curto prazo. No Brasil, o preço da gasolina por exemplo pode ser encontrado em municípios distantes e áreas remotas em torno de R$ 9. Nas capitais, oscila entre R$ 7,50 a R$ 8,50.

PEC avança

O deputado federal Paulo Azi (União-BA) realiza na tarde de hoje (7) debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados sobre a PEC que trata do fim da escala 6×1. Ele é o relator da proposta e quer zerar todas as dúvidas e impactos que a medida poderá ter no setor econômico antes de apresentar seu parecer para a votação. Estão confirmadas as presenças de representantes de órgãos como a CNT, CNC, CNA e CNI.

Direitos

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) entrou na luta pela defesa dos direitos da mulher e enfrentamento à violência patrimonial com a campanha “O Nome é Dela – Ela escreve, assina e registra sua história”, lançada no final de março. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância da inclusão do nome da mulher em registros de propriedade, documentos e transações imobiliárias, promovendo maior autonomia financeira e proteção legal.

Modelo

A ação será implementada de forma contínua em todos os cartórios do estado de Goiás, fortalecendo o papel do registro civil e extrajudicial na garantia de direitos. A proposta também tem potencial para se tornar modelo replicável em outras regiões do país.

Mais amparo

E por falar em defesa da mulher, projeto de lei do deputado federal Átila Lins (PSD-AM) que amplia delegacias especializadas ao atendimento à mulher avança na Câmara dos Deputados. A proposta está sendo analisada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizada da casa, sob a relatoria da deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO).

Alô Dnit!

É um verdadeiro atentado à vida os buracos e crateras observados ao longo da BR-174, que liga Manaus (AM) a Boa Vista (RR). Ao longo da extensão de quase 800 quilômetros, é vergonhoso os trechos esquecidos e abandonados pelo poder público, onde motoristas – sejam de carros pequenos, grandes, caminhões, etc – têm que desviar dos obstáculos se colocando em risco de vida e também de grandes prejuízos financeiros. Os trechos críticos encontram-se tanto do lado amazonense quanto roraimense, mas nada se compara ao verificado dentro da reserva indígena Waimiri-Atroari.

Atores sociais

Neste 7 de abril comemora-se o  Dia do Jornalista, uma data que celebra a importância desses profissionais para a democracia e a responsabilidade de registrar a notícia correta e isenta para a população, principalmente em tempos de fake news. Mais do que comemorar, é um dia de reflexão e de lutas pela manutenção do direito de nós, jornalistas, de exercemos a profissão com segurança e ética. A Coluna parabeniza a todos que militam por um jornalismo sério e responsável.

Valéria Costa
Valéria Costa
Jornalista, com 25 anos de profissão. Já atuou em veículos de comunicação em Manaus (AM) e Brasília (DF), na cobertura dos principais assuntos nas diversas editorias do jornalismo, com ênfase em política e opinião.

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